Nutricionista aponta três ajustes alimentares para reverter resistência insulínica

A nutricionista clínica Maria Amélia Drummond detalhou três mudanças na alimentação que, segundo ela, ajudam a reverter a resistência insulínica e melhorar a saúde metabólica. As orientações foram apresentadas no vídeo “Reverta a Resistência Insulínica com Apenas 3 Alterações na Dieta”.

Redução controlada de carboidratos

A especialista recomenda diminuir gradualmente a ingestão total de carboidratos para uma faixa entre 80 g e 120 g por dia. A orientação é priorizar fontes integrais, legumes e frutas com baixo índice glicêmico, evitando farinhas refinadas, açúcar, refrigerantes e sucos em excesso. Exemplos práticos incluem substituir o pão francês com geleia por ovos, abacate e tomate no café da manhã, ou trocar biscoitos recheados por castanhas e queijo no lanche da tarde.

Mais gorduras boas e proteínas

Para suavizar picos de glicose no sangue, a nutricionista sugere que 40% a 50% das calorias diárias venham de gorduras saudáveis, enquanto até 30% devem ser provenientes de proteínas. Opções indicadas incluem azeite de oliva extravirgem, castanhas, abacate e peixes ricos em ômega-3, além de carnes magras, ovos e laticínios integrais. Vegetarianos podem atingir as mesmas metas combinando ovos, tofu, leguminosas e sementes.

Jejum intermitente monitorado

Espaçar as refeições é o terceiro ponto do protocolo. Drummond destaca protocolos de jejum intermitente de 12 a 16 horas, a exemplo do modelo 12/12 (jantar às 20h e café da manhã às 8h). Segundo estudo da Universidade de Illinois publicado em 2019, esse intervalo pode elevar a sensibilidade à insulina em até 34%. Gestantes, lactantes, pessoas em uso de insulina ou com histórico de transtornos alimentares devem buscar orientação profissional antes de adotar a prática.

Sinais de melhora e ferramentas de apoio

Entre os benefícios esperados estão redução da fome, queda de glicemia de jejum em até 15 mg/dL e menor acúmulo de gordura abdominal. Para acompanhar o consumo de carboidratos, a nutricionista indica aplicativos como MyFitnessPal e FatSecret e lembra da importância de ler rótulos, já que “pães integrais podem conter até 50% de farinha branca”.

Drummond sugere ainda monitorar glicemia de jejum, insulina de jejum, hemoglobina glicada e HOMA-IR a cada oito a 12 semanas para avaliar a eficácia das mudanças.

As orientações não substituem acompanhamento individualizado com profissional de saúde.

Com informações de Portal de Nutrição