A nutricionista e pesquisadora franco-brasileira Sophie Deram divulgou o vídeo “Não faça dieta antes de ver esse vídeo”, no qual afirma que regimes restritivos têm alta taxa de fracasso e podem desencadear ciclos de compulsão alimentar, culpa e recuperação de peso.
O que está em debate
Deram cita estudos clássicos, como o Minnesota Starvation Experiment, para explicar que a redução drástica de calorias faz o organismo diminuir o gasto energético e elevar hormônios relacionados à fome. Dados da Universidade de Columbia, também mencionados no material, indicam que 95% das pessoas voltam ao peso original em até cinco anos após uma dieta rígida.
Consequências das dietas restritivas
- Redução de até 400 kcal no metabolismo diário, segundo artigo do American Journal of Clinical Nutrition.
- Oscilações de humor, perda de massa magra, queda de cabelo e isolamento social.
- Maior risco de compulsão alimentar motivada por restrição prolongada.
Proposta de alimentação consciente
A nutricionista sugere atenção plena aos sinais de fome e saciedade, prática inspirada no mindful eating. Entre as recomendações, estão mastigar devagar, eliminar a moralidade dos alimentos e registrar emoções antes das refeições.
Exemplos e ferramentas
- Regra dos 3 Ps: planejar o cardápio semanal, preparar as refeições e partilhar à mesa sem telas.
- Diário de humor versus fome para identificar gatilhos emocionais.
- Porcionamento usando a mão: palma para proteínas, punho para carboidratos e duas mãos em concha para vegetais.
Casos citados
Deram relata a história de Lara, 34 anos, que alternou oito dietas, perdendo 6 kg e ganhando 8 kg a cada tentativa. Ao adotar alimentação consciente, estabilizou o peso sem contagem de calorias.
Imagem: Internet
Pesquisas adicionais
- Estudo francês mostra que pessoas que cozinham em casa cinco vezes por semana consomem 62% menos açúcar adicionado.
- Universidade de Sussex aponta aumento de 23% na ingestão calórica quando as refeições são feitas diante de telas.
- Pesquisas com atletas brasileiros indicam que carboidratos antes de dormir podem melhorar o cortisol matinal, reforçando que horário não é o vilão.
Ao final do vídeo, Sophie Deram resume que ouvir o próprio corpo, em vez de seguir planilhas rígidas, favorece resultados sustentáveis e melhora a relação com a comida.
Com informações de Portal de Nutrição