Um vídeo do canal Kilza Nutricionista detalha um roteiro completo para produzir pasta de amendoim cremosa em casa, sem conservantes e com redução de custos que pode chegar a 60% em relação às versões industrializadas.
Escolha do amendoim
De acordo com a nutricionista, o tipo Runner, com maior teor de óleo natural, gera creme mais aveludado, enquanto o Valencia é indicado a receitas com menor necessidade de adoçante. Grãos pálidos, de coloração uniforme e sem odor de ranço são sinais de boa qualidade. A Embrapa informa que o amendoim armazenado entre 15 °C e 20 °C mantém 80% dos antioxidantes por até seis meses; a recomendação é comprar quantidade suficiente para dois meses e guardar em potes herméticos.
Torra controlada
A torra influencia sabor, cor e valor nutricional:
- Leve: 10–12 min a 160 °C, preserva antioxidantes.
- Média: 14–16 min a 180 °C, produz cor âmbar e aroma caramelizado, padrão da pasta tradicional.
- Escura: 18–20 min a 190 °C, gera notas de cacau, útil em preparações doces.
Após o forno, os grãos devem ser espalhados em assadeira fria para interromper o aquecimento e evitar amargor. A casca é retirada ao esfregar os grãos entre panos limpos; a perda média nessa etapa varia de 5% a 7% do peso, devendo-se ajustar o sal posteriormente.
Processamento
O preparo indicado utiliza 500 g de amendoim torrado em processador de, no mínimo, 500 W:
- Pulsar 30 s até formar farofa grossa.
- Bater contínuo por dois minutos, raspando as laterais.
- Prosseguir por mais 2–3 min até atingir textura cremosa.
- Acrescentar pitada de sal; mel ou cacau podem ser incluídos nos 10 s finais.
A temperatura da mistura não deve ultrapassar 45 °C para evitar perda de nutrientes como a vitamina E.
Equipamentos adequados
Processadores com motor acima de 500 W reduzem risco de superaquecimento. Liquidificadores de alta rotação (2 HP) também funcionam, desde que o preparo seja interrompido a cada minuto por 30 s para resfriar o copo.
Armazenamento e validade
Pasta recém-feita deve ser colocada em frascos de vidro âmbar ou potes PET grau alimentício esterilizados. Testes da Universidade Federal de Viçosa indicam que o produto dura até 30 dias em temperatura ambiente (20 °C) e 90 dias na geladeira. A separação natural de óleo não indica deterioração; basta misturar com colher limpa. Congelamento em porções menores é recomendado para lotes maiores.

Imagem: Internet
Variações de sabor
Para cada 500 g de pasta, podem ser adicionados:
- 25 g de cacau 100% (zero açúcar, maior teor de antioxidantes);
- 1 colher de sopa de mel + 1 colher de chá de canela (baixo índice glicêmico);
- 10 g de café espresso em pó (mais cafeína);
- 30 g de coco ralado sem açúcar (acréscimo de gorduras MCT);
- 20 g de whey sabor baunilha (mais 6 g de proteína por porção).
Quando pós secos engrossarem a pasta, a recomendação é corrigir com 1–2 colheres de sopa de óleo de coco ou de amendoim prensado a frio, mantendo proporção de 92% sólidos para 8% óleo.
Impacto no orçamento
Em São Paulo, o quilo de amendoim cru a granel custa em média R$ 13,40. Somando energia (R$ 1,20) e embalagens, o preço final da pasta caseira fica em torno de R$ 15,20, contra R$ 39,90 de uma opção premium industrializada. Produzindo 2 kg por mês, a economia anual supera R$ 600, valor suficiente para comprar um processador mais robusto.
Para garantir segurança, a receita orienta supervisão no consumo por crianças menores de cinco anos e descarte do produto caso apresente odor rançoso.
Com informações de Portal de Nutrição