A kombucha, bebida fermentada à base de chá, pode se adequar a estratégias alimentares com baixo teor de carboidratos quando preparada com tempo de fermentação prolongado, segundo orientações reunidas pelo nutricionista clínico Denis Pires.
Produção e processo de fermentação
Para produzir kombucha, utiliza-se uma cultura simbiótica de bactérias e leveduras (SCOBY). O preparo inclui chá preto ou verde forte, adoçado com 100 g de açúcar por litro. Após esfriar, a mistura recebe o SCOBY e uma porção de bebida pronta (starter) e fermenta em pote de vidro coberto por tecido por 7 a 12 dias, entre 22 °C e 28 °C. Durante esse período, leveduras convertem açúcar em álcool e gás carbônico, enquanto bactérias transformam o álcool em ácidos orgânicos, reduzindo o pH para cerca de 3,5.
Carboidratos residuais
O ponto central para quem segue dieta low carb é a quantidade de açúcar remanescente. Estudos citados pelo profissional indicam que, após 10 dias, o teor pode cair de 10 g para aproximadamente 2-3 g por 100 mL. Em 200 mL, isso representa cerca de 4-6 g de carboidratos, valor considerado moderado. Fermentações de 12 a 14 dias tendem a reduzir ainda mais esse número.
Dicas para reduzir carboidratos
Entre as estratégias recomendadas estão:
• Fermentar por até 14 dias, monitorando o pH até cerca de 3,2;
• Usar chás menos adocicados, como o verde ou branco;
• Adicionar frutas de baixo índice glicêmico apenas na segunda fermentação, por 24 a 48 horas;
• Empregar adoçantes não calóricos no momento de servir.
Para quem consome até 50 g de carboidratos diários, a indicação é limitar a ingestão a 120-150 mL de kombucha maturada por dia. Em dietas cetogênicas (menos de 30 g/dia), o limite sugerido cai para 60 mL.
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Benefícios e cuidados
A bebida concentra cepas de Lactobacillus, Acetobacter e leveduras do gênero Saccharomyces, com potencial de reforçar a microbiota intestinal. Polifenóis do chá permanecem estáveis após a fermentação e tornam-se mais biodisponíveis, o que pode auxiliar na redução de estresse oxidativo. Entretanto, higiene rigorosa, medição de pH e armazenamento refrigerado são essenciais para evitar contaminações.
Contraindicações
O consumo não é recomendado para gestantes, lactantes, pessoas imunossuprimidas, indivíduos com gastrite ou refluxo severo, diabéticos em uso de insulina sem orientação profissional e crianças menores de quatro anos.
Manter boas práticas de preparo, controlar o tempo de fermentação e respeitar as quantidades indicadas permitem inserir a kombucha em planos alimentares com restrição de carboidratos, de acordo com o nutricionista.
Com informações de Portal de Nutrição