A escolha entre aplicar em um produto que pague 100% do CDI ou comprar títulos do Tesouro Selic costuma aparecer entre os primeiros dilemas de quem inicia a formação de reserva financeira. Ambos são considerados investimentos de baixo risco, mas apresentam diferenças relevantes em rentabilidade, custos, liquidez e nível de proteção ao investidor.
O que é CDI
O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é a taxa média usada pelos bancos para emprestar dinheiro entre si. Quando uma aplicação promete “100% do CDI”, ela entregará ao investidor exatamente a variação dessa taxa no período.
O que é Tesouro Selic
O Tesouro Selic é um título público federal que remunera o investidor de acordo com a taxa Selic, a referência básica de juros da economia brasileira. Por ser emitido pelo governo, o papel é considerado um dos ativos mais seguros do mercado.
Comparação de rentabilidade
Historicamente, o CDI acompanha de perto a Selic, mas costuma ficar ligeiramente abaixo da taxa básica. Tomando como exemplo um cenário em que o CDI esteja ao redor de 13% ao ano, um investimento que pague 100% dessa taxa renderia, em média, 1,00% ao mês ou 13,00% ao ano.
No caso do Tesouro Selic, a remuneração acompanha a Selic, porém sofre desconto de custos operacionais. Na prática, a rentabilidade tende a ficar próxima de 90% da Selic, o que equivaleria a aproximadamente 0,90% ao mês ou 12,00% ao ano no mesmo cenário hipotético.
Taxas e impostos
Sobre aplicações atreladas ao CDI — como CDBs — podem incidir taxas de administração, variáveis conforme a instituição. O Imposto de Renda segue tabela regressiva: 22,5% para aplicações de até 180 dias, 20% entre 181 e 360 dias, 17,5% entre 361 e 720 dias e 15% acima de 720 dias.
No Tesouro Selic, o investidor paga a taxa de custódia da B3, atualmente em 0,25% ao ano, além do mesmo IR regressivo aplicado aos CDBs.
Imagem: Internet
Liquidez
CDBs que rendem 100% do CDI podem apresentar carência ou permitir resgates diários, dependendo do contrato. Já o Tesouro Selic oferece liquidez praticamente diária: o Tesouro Nacional recompra os títulos em todos os dias úteis.
Segurança
Títulos públicos possuem garantia do governo federal, fator que coloca o Tesouro Selic entre os ativos de menor risco do país. Nos CDBs, o risco de crédito recai sobre a instituição emissora; em caso de quebra, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF e por banco.
Qual perfil se encaixa melhor
• Investidor conservador: tende a priorizar Tesouro Selic por segurança e facilidade de resgate.
• Investidor moderado: pode optar por CDB que pague 100% do CDI, desde que avalie a solidez do banco e as condições de saque.
• Investidor arrojado: geralmente busca outras classes de ativos, mas pode usar CDI ou Tesouro Selic como parte da reserva de emergência.
Antes de escolher, é importante comparar custos, horizonte de aplicação e necessidade de liquidez. A avaliação desses fatores ajuda a definir qual dos dois instrumentos se encaixa melhor nos objetivos de cada investidor.
Com informações de financas.kdicas.com